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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Phaethornithinae
 Jardine, 1833
Espécie: P. idaliae

Nome Científico

Phaethornis idaliae
(Bourcier & Mulsant, 1856)

Nome em Inglês

Minute Hermit


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Rabo-branco-mirim

Espécie endêmica do Brasil.

O rabo-branco-mirim é uma ave apodiforme da família Trochilidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) phaethön, phaö = sol, brilho do sol; e ornis = pássaro; e do (grego) idaliae = na mitologia grega, Idália era outro nome dado para a divindade Vênus. ⇒ Idália - Pássaro do Sol.

Características

Mede 9 centímetros. Partes superiores verde-amarronzadas; cabeça escura com face apresentando uma faixa superciliar e outra infraocular pardacentas, delimitando uma faixa malar escura; macho com garganta acastanhada e peito ocráceo e fêmea com garganta e peito ocre-avermelhados; abdome pardo-acinzentado; asas pretas; cauda preta com ponta branca e retrizes centrais prolongadas com extensa ponta branca.
Imaturo com cauda curta e plumagem bem escura, garganta e peito quase negros e mandíbula amarelo-limão.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se principalmente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes.

Reprodução

Semelhante ao Rabo-branco-pequeno (Phaethornis squalidus), os machos cantam em seus territórios e realizam displays sobre a serrapilheria que recobre o solo.

Os machos vocalizam em “arenas comunitárias” no sub-bosque de matas primárias, principalmente no meio a soqueiras densas de helicônias. Na época do acasalamento os machos cantam em seus territórios entre setembro e outubro, e realizam displays sobre galhos horizontais rentes à serrapilheira que recobre o solo. Quando uma fêmea se aproxima, o macho adeja sobre o poleiro em que cantava, girando o corpo sobre o mesmo eixo num voo de exibição espetacular pelo perfeito controle de movimentos, como em “câmara lenta”. Em seguida, voa de lá para cá, “em um vai-e-vem sucessivo” diante da fêmea empoleirada.

Finalmente, adeja sobre o poleiro, escancarando largamente o bico e exibindo o tom amarelo claro da goela com a cauda aberta em leque e erguida para cima. Após essa exibição, segue-se a cópula, ou o macho parte em perseguição à fêmea que alçou voo em direção às copas. Seu ninho tem forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos alongados. Constrói seu ninho a 1,5 metro do solo.

Hábitos

Ocorre na Mata Atlântica, nas florestas úmidas das baixadas litorâneas, matas de tabuleiro e na hiléia baiana. É localmente comum ao nível do mar.

Distribuição Geográfica

Ocorre exclusivamente na mata atlântica brasileira, do sul da Bahia ao Rio de Janeiro.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos